Queridos amigos.

Olá sejam bem vindos. Pretendo passar a vocês minhas matérias que escrevo para o Jornal Imagem- Nova Andradina e trocar idéias com meus leitores. São matérias de moda, saúde, comportamento, etiqueta e muitos outros temas variados. Espero que gostem e comentem. Fiquem atentos pois as matérias recentes estão no jornal. Somente depois de algumas semanas serão publicadas aqui.

sábado, 20 de agosto de 2011

O eterno desafio dos pais

A infância e a adolescência constituem um enorme desafio aos pais, que devem manter-se especialmente atentos às necessidades dos filhos ao longo deste tempo.

É tão importante cuidar para que não lhes falte o sustento como estar atento às angústias que se surgem à medida que crescem e se desenvolvem, sabendo contê-las com inteligência e sentido de oportunidade. Orientá-los nas diferentes áreas da vida, passar a eles os valores de família e de cidadania é uma tarefa contínua que deve ser ajustada a cada momento e isso requer tempo.  Vejam algumas sugestões que acredito serem importantes.

1. Rotina com regras, horários a cumprir
Depois da descontração das férias vêm os compromissos, os horários a cumprir, as rotinas onde as regras se impõem. A princípio é possível que o seu filho tenha dificuldade em se adaptar. Nos mais novos o problema começa com o sono, pois sabe-se que precisam  dormir no mínimo 10 horas diárias. Para ajudá-lo, certifique-se que não tem atividades excitantes ao final da tarde e deve ir para a cama mais cedo.

Descansar as horas indicadas é fundamental para evitar o cansaço e manter a concentração nas aulas no dia seguinte, o que é válido para mais novos e mais velhos. A segunda dificuldade é mesmo terem de cumprir um horário. É preciso um tempo para que se adaptem. Criar estratégias que os ajudem é essencial, procurem  elaborar um horário.

2. Ter tempo para tudo
É preciso ter tempo para tudo, estudar e brincar. Eduque o seu filho nesse sentido e ajude-o a colocar esta fórmula em prática. Criar o hábito de regressar das aulas e, depois de comer e descansar um pouco, fazer os trabalhos de casa é uma excelente estratégia. Com este método, a criança (e o jovem, embora com estes a tarefa de disciplinar seja geralmente mais árdua) ficará com tempo livre: poderá fazer um ou outro programa semanal com um amigo; terá tempo para jogar ou brincar, em casa ou na rua, ler um livro e assistir a um programa de televisão.

3. Não abuse das atividades extracurriculares
Inscrever os filhos em várias atividades extracurriculares foi uma prática comum entre as famílias, nos últimos anos. Havia a ideia de que era importante ocupar as crianças e os jovens e, deste modo, prepará-los melhor para o futuro. Especialistas em matéria de comportamento vêm agora contestar tais atividades, e afirmam que a fórmula pode ser contraproducente.
4. Alimentação e hábitos de vida saudáveis
Quanto mais precocemente estimularmos nas crianças o gosto pelos alimentos saudáveis, melhor. Refeições e lanches saudáveis com direito a uma guloseima semanal (mas apenas se ele pedir) é fundamental.
Paralelamente, leve-o a passear, a correr, a andar de bicicleta e a nadar. Desenvolver neles o gosto pela prática do esporte é o ideal. Com uma infância e uma adolescência assim é mais fácil enfrentar o pecado da gula, que muitas vezes surge mais tarde, já na idade adulta.

5. Rituais de higiene
Lavar as mãos antes e depois das refeições, escovar  os dentes após as refeições  e cortar as unhas pelo menos uma vez por semana. Os rituais de higiene podem acompanhar outros de beleza e cuidados com a pele. Ensine o seu filho a enxugar bem o corpo depois do banho, com uma toalha macia, e seguidamente a hidratar a pele, sobretudo se esta for seca, com um creme suave.
6. Televisão com critério
Eles adoram sentar-se à frente da TV, horas a fio. A televisão informa e é lúdica, mas também emite muitos programas dispensáveis, sobretudo para os mais jovens. Por isso, coloque algumas regras relativamente no tempo da TV.
7. Internet segura
Sendo uma ótima ferramenta de informação e de comunicação, a Internet tem os seus riscos. O acesso das crianças a sites pornográficos e a outros que fomentam a violência são alguns, assim como a participação em fóruns e chats. Assim sendo, não é só o tempo que eles passam no computador mas como eles passam esse tempo que convém controlar, podendo vir a bloquear o acesso a alguns sites. O mais importante, é educar com  bom senso.

8. Estimule a leitura e o gosto pelas artes
Despertar neles o gosto e o interesse pela leitura é essencial. Ler um livro é um desafio à aprendizagem e à capacidade de analisar – desperta o impulso criativo.
Da mesma forma, é essencial despertá-los para as artes, com visitas a exposições, museus, teatros e viajar com eles para outras localidades, que lhes permita o contato com um ambiente diferente daquele onde vivem.

9. Gerir a mesada
Segundo alguns especialistas, não existe uma idade ideal para começar a dar a mesada. O que importa é que ela demonstre alguma maturidade, isto é, tenha alguma noção do dinheiro. A ideia é que o seu filho aprenda a guardar e a gerir o dinheiro e a saber planejar a longo prazo, preparando-se assim para o futuro.

10. Ter dias diferentes
Pode ser um jogo, uma brincadeira para fazer principa;mente com os mais novos. Marque na sua agenda um fim-de-semana por mês para viver sem tecnologias: a família terá de manter-se longe da televisão e do computador, pais e filhos vão dispensar os celulares, os MP3 e os iPod , e aproveitar ao máximo essas horas para falar, conhecer-se e transmitir valores de uma forma descontraída e viva. É perfeito para contar as histórias de família, expressar emoções, cultivar o diálogo. É uma experiência verdadeiramente enriquecedora.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

TER FILHOS, E SER PAI

Você tem filhos?

Se a resposta for positiva, então responda: Você é pai?

Ora, alguns pensarão que ter filhos e ser pai é a mesma coisa, mas uma reflexão mais detida nos mostrará a diferença.

Para ter filhos basta estar apto à reprodução e entregar-se à conjunção carnal para procriar.

Para ser pai é preciso alguns cuidados a mais.

Há pouco tempo, uma revista tratou do assunto retratando algumas dificuldades, principalmente com relação a empresários e executivos que têm filhos e que não são pais.

Geralmente chegam em casa e não se dão conta de que já saíram dos seus escritórios.

Esquecem-se de sintonizar os sentimentos afetivos e continuam dando ordens, como se a esposa fosse a secretária e os filhos seus subalternos. Não mudam nem o tom de voz.

Uma estatística da revista Fortune atesta a dramática dimensão desse problema.

Revela que filhos de empresários e executivos de alto nível apresentam graus de desajustes bem maiores que os dos outros pais, inclusive os de famílias financeiramente menos abastadas.

No livro The parent’s handbook, ou Manual dos pais, em português, um dos livros mais vendidos nos Estados Unidos, dois especialistas tratam do tema com grande competência.

Estabelecem, entre outras coisas, sete regras básicas para ser um bom pai:

1ª - Comporte-se naturalmente. Dê atenção na medida certa. Se você exagerar com freqüência, quando por qualquer motivo reduzir sua atenção, seu filho se sentirá desprezado.

2ª - Diga sempre ao seu filho que você o ama. Principalmente quando ele não espera esse tipo de declaração. Não economize nos gestos. Beijos, carinhos, abraços, emoção, muitas vezes valem mais que uma dezena de atitudes.

3ª - Vale mais encorajar do que repreender; incentivar do que premiar. Dizer com sinceridade: Eu confio na sua capacidade de decisão, eu aposto no seu discernimento.

4ª - Ouça seu filho! (talvez a mais importante das recomendações). Aprenda a ouvir o que ele tem a dizer. Ouça tudo e até o fim.

Não interrompa, não conclua nem o obrigue a concluir no meio do relato. Mais do que a sua opinião, ele quer contar para você...

5ª - Mesmo diante de uma aparente falta grave, procure não criticá-lo duramente. Deixe que ele lhe dê as próprias razões.

Se você não se convencer, tente refletir em conjunto, ajudando-o a perceber o que o levou a errar, tornando-o capaz de identificar o erro.

6ª - Por mais certeza que você tenha do que vai acontecer, nos casos que não haja risco à integridade de seu filho, permita que ele experimente e conclua por si mesmo. O melhor aprendizado ainda é o da própria experiência.

7ª - Trate seu filho com a mesma educação e cordialidade que você reserva para seus amigos. Agindo assim, por certo ele acabará se tornando o melhor de todos os seus amigos.

Não se resumem aqui todas as regras para se ser um bom pai, mas aqueles que as observarem já terão dado passos largos no caminho que a todas as outras conduz.

Todo filho é empréstimo sagrado que deve ser valorizado e melhorado pelo cinzel do amor dos pais.

Parabéns Pai pelo seu mês. Que você possa ser se já não é um verdadeiro PAI.