Queridos amigos.

Olá sejam bem vindos. Pretendo passar a vocês minhas matérias que escrevo para o Jornal Imagem- Nova Andradina e trocar idéias com meus leitores. São matérias de moda, saúde, comportamento, etiqueta e muitos outros temas variados. Espero que gostem e comentem. Fiquem atentos pois as matérias recentes estão no jornal. Somente depois de algumas semanas serão publicadas aqui.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Grande Ego!

Os tempos confirmam a profecia de Andy Warhol: todos podem ter hoje direito ao seu quarto de hora de fama. Os blogues e os reality shows oferecem aos anônimos sedentos de reconhecimento uma glória tanto mais inebriante quanto fugaz. Aspirantes a artistas de nome próprio variável, confissões escandalosas que fazem subir em flecha as curvas de audiência… não há dúvida de que o ego faz sucesso. Mas não será perigoso encenar assim o ego e privilegiar a personagem em detrimento da pessoa?

Para o psicanalista Jean-Pierre Winter, o ego revelado é um falso ego, um ego fabricado dos pés à cabeça com o objetivo de se mostrar de certa maneira. “Trata-se de um narcisismo mortífero. Não esqueçamos que Narciso se afogou ao tentar agarrar a sua imagem refletida, e o que temos aqui é um narcisismo fundado na imagem. Quando o reconhecimento social efêmero desaparece, nada mais resta ao indivíduo, que se dá conta de que está socialmente morto. O que hoje nos é proposto é uma ideologia de domínio, como se bastasse querermos ser desta ou daquela maneira para consegui-lo. Esta situação gera pessoas adulteradas”, prossegue Winter. Mas a paixão pelo ego não conduz apenas ao desejo de celebridade ou de reconhecimento social: ela apoderou-se de todos nós.

Distinguir-se da multidão, afirmar-se, dar um sentido à vida, encontrar o sentido da vida, descobrir a sua “lenda pessoal”: esta é, atualmente, a demanda mais partilhada – uma demanda que renunciou ao contentamento com uma vida feita de altos e baixos para só querer altos. Be yourself, ordenava o célebre slogan de Calvin Klein, fazendo equivaler o “eu” a um tesouro cuja descoberta nos asseguraria a felicidade eterna.

“A liberdade do indivíduo não é absoluta”, afirma o sociólogo Jean- -Claude Kaufmann. Contrariamente ao que o discurso dominante procura fazer-nos crer, não podemos reinventar as nossas vidas de acordo com os nossos sonhos. Só podemos arbitrar entre diferentes possíveis, escolher uma opção ou outra. E é este poder de arbitragem que se torna decisivo.

Não só inventar totalmente a nossa vida é ilusório, como esta ilusão se pode revelar perigosa, segundo o sociólogo. “Uma das armadilhas mais frequentes da invenção do eu é o entusiasmo anárquico por projetos de vida que nunca se realizarão, o descontrole do nosso pequeno cinema interior. É preciso sonhar e deixarmo-nos conduzir pelo sonho, mas sem abandonar o contato com a vida real, com a felicidade do momento presente.” No livro Mulheres que Pensam Demais de Susan Nolen-Hoeksema, professora de Psicologia norte-americana, ela fala do novo mal que atinge as mulheres: o “pensamento excessivo” ou a “ruminação mental incessante”. “As mulheres passam horas sem fim a remoer ideias e pensamentos negativos.” Preocupadas em gerir com sucesso a vida familiar e a vida profissional, e mais sensíveis que os homens aos discursos “psi”, as mulheres são também mais predispostas a colocar-se individualmente em questão e a trabalhar os campos da culpabilidade.

Será a invasão das nossas vidas pela Psicologia a responsável pela hipertrofia dos nossos egos e pelo sofrimento que dela decorre?
Para o psicanalista, a paixão atual da nossa sociedade pelo ego e pela sua encenação não passa de uma negação, do desejo de ocultar aquilo que todos tememos: a morte. No fundo, somos instados a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para nos tornarmos livres, magros, jovens, felizes… e imortais, e tanto pior para aqueles que não superarem este desafio. Na nossa cultura de desempenho, os fracassos e o sofrimento tornam-se fonte de culpabilidade, como se tivéssemos feito algo para não os evitar. Não nos esqueçamos de que é também, e sobretudo, nos momentos difíceis da vida que o indivíduo, confrontado com os seus limites, é capaz de atos de verdadeira liberdade.

A nossa sociedade, que valoriza o individualismo, tem medo do sofrimento.O sofrimento é vergonhoso, não deve ser visto. Ora, todos nós sofremos perdas, todos nós temos altos e baixos. Bombardear as pessoas com conselhos para serem felizes torna mais pesado o fardo daqueles que passam por momentos difíceis, aumenta-lhes a dor e o sentimento de culpa por não corresponderem ao que se espera deles. Esconder o sofrimento, cultivar a felicidade como uma planta rara e preciosa: a obsessão do eu não será o caminho mais rápido para o egoísmo? “Sim”, responde o psicanalista Jacques Arènes, “se estivermos convencidos de que podemos construir-nos sozinhos, sem a ajuda de terceiros. Cada um deve encontrar o seu lugar, mas isso só se pode fazer considerando os outros. Hoje em dia, contudo, achamos que não recebemos nada dos outros, que nos construímos sozinhos, sem dever nada a ninguém. E quando nos referimos a eles, é para nos confortarmos na nossa posição de vítima: o meu casamento vai mal, a culpa é da minha mulher; o meu filho tem más notas, a culpa é do sistema de ensino. Na nossa cultura, o outro é o bode expiatório dos nossos problemas pessoais. Podemos pensar em nós sem precisar banir os outros. Basta integrá-los na nossa reflexão. Se várias pessoas que nos conhecem bem nos aconselham num determinado sentido, vale a pena ponderá-lo. Penso que é a capacidade de integrar o olhar do outro que nos impede de ser egoístas. Escutar-nos para melhor ouvir os outros, a sua diferença e a sua riqueza: esta é, sem dúvida, a forma mais sã de pensarmos em nós.
Até a próxima...

sábado, 4 de junho de 2011

Etiqueta profissional

O ambiente profissional tem um código de conduta próprio, ou seja, uma etiqueta própria. São várias regrinhas de educação que podem ser aplicadas a qualquer ambiente de trabalho e evitam muitos micos.
1. Como se vestir
Cada empresa tem seu código de vestuário. Em alguns lugares não dá nem para entrar no prédio de bermuda, então para começar descubra quais são as normas da empresa para não cometer nenhuma falta. Mesmo assim tem gente que faz feio na hora de se vestir para o trabalho.
Decotes, transparências, lingerie aparente e saias curtas não são para o clima profissional. É melhor chamar atenção e ser admirada pelo seu
trabalho e dedicação, não pelas suas curvas.
Os homens também não podem cair no desleixo. Mesmo que sua empresa permita uma roupa casual, dê preferência para calça comprida e cores menos escandalosas. Não precisa ser um entendido de moda, mas procure combinar as peças.
Roupas limpas e passadas, ok?
2. Como falar
Brincadeiras podem ser saudáveis, mas tudo tem hora. Não tire a concentração de um colega, por melhor que seja a piada. Mesmo que o clima seja de descontração, o ambiente profissional exige muita seriedade na maior parte do tempo.
Deixe os palavrões e gírias sempre de fora. Nenhuma intimidade ou amizade permitem um vocabulário desrespeitoso.
3. Horário
Seja pontual. Chegue e vá embora na hora certa.
Atrasos atrapalham a sua produção e provavelmente vão atrapalhar a empresa inteira.
Chegar cedo demais ou sair tarde demais também pode ser visto como hora extra não autorizada.
4. Higiene
Tanto a higiene pessoal quando a do local de trabalho são importantíssimas. Jogar lixo no lixo, não derrubar café na mesa (se derrubar, limpar na hora), não comer à mesa, manter o banheiro do jeito que você encontrou, são atitudes simples que mantém o ambiente limpo e mais harmonioso.
Banho tomado, desodorante, dentes escovados e roupas limpas também são fundamentais. Ninguém gosta de trabalhar ao lado de um fedido.
E se o seu emprego envolve atendimento a clientes é ainda mais importante: barba feita, cabelo penteado, maquiagem. Nós não podemos nos influenciar pela aparência de um cliente, mas o cliente certamente vai reparar na nossa.
5. Patrimônio
Tome o maior cuidado possível com o patrimônio da empresa. Além de ter que pagar pelos danos, você pode ficar com a fama de desastrado ou desleixado.
Cuidado para não esbarrar em plantas, móveis, máquinas. Um pequeno acidente pode causar um grande prejuízo.
Se não sabe como operar algum aparelho, pergunte. Perguntar e aprender não é nenhum pecado, e evita um desconforto maior.
6. Internet
Deixe para cuidar de sua vida pessoal em casa, ou em intervalos como o horário de almoço. Não deixe que assuntos particulares interfiram na produção do seu trabalho.
7. Telefone
Não interrompa um colega ao telefone. E caso você entre em uma sala e um colega estiver ao telefone, deixe-a sozinha e volte mais tarde. Ele pode precisar de concentração e privacidade.
8. Celular
Evite toques muito chamativos ou altos. Se puder deixar no silencioso, melhor ainda.
Durante reuniões, é melhor desligar o aparelho, a menos que você esteja esperando uma ligação realmente importante.
9. Paquera
Melhor deixar o romance para a balada, ou para o seu círculo de amigos. E caso o cupido acerte uma flechada certeira, deixe o amor na porta quando entrar e pegue de volta na saída.
10. Música
Se for permitido, ouça suas músicas preferidas no fone de ouvido. E mantenha o volume em uma altura que só você escute. Nem todo mundo tem o mesmo gosto musical e muita gente não gosta de nenhum estilo durante o expediente porque se desconcentram do trabalho.
*O bom senso vai dar o tom do comportamento em cada situação. Educação é sempre o melhor recurso para evitar situações desconfortáveis. Até um simples “Bom dia” ao chegar alivia a tensão sem tirar a seriedade.
Quando possível, almoce com seus colegas, ou encontre com eles fora do ambiente de trabalho. Isso vai facilitar e tranquilizar a comunicação posteriormente.