Reza um provérbio latino que os amigos são como os livros: poucos, mas bons. A princípio querem-se muitos. Quanto mais, melhor. A seleção natural a que são sujeitos é fruto das escolhas e circunstâncias que moldam as trajetórias pessoais. Os amigos são a família que nós escolhemos.
Devo dizer que a abertura a novas amizades é diferente da que tínhamos nos tempos de escola. Ficamos mais exigentes, Sempre passamos por algumas desilusões e quando conhecemos alguém, já não confiamos com a mesma facilidade. Refiro-me à quebra de confiança e de expectativas, que põem fim a ligações de proximidade tomadas por garantidas.
Os momentos de fragilidade emocional e as mudanças de vida obrigam, quase sempre, a uma redefinição de valores pessoais, levando a que a rede de ligações íntimas se restrinja numa direção ou se expanda em outras.
Muitas vezes confunde-se simpatia com intimidade. Estar na companhia de um amigo(a), além de dar um imenso prazer, é onde encontramos energia para lidar com as contrariedades do quotidiano.
Se a infância é o ponto de partida para descobrir outros mundos, além do seio familiar, a adolescência é uma fase crucial na formação de vínculos entre pares. No meio escolar e nos tempos livres, o grupo de amigos forma-se com base nos objetivos pessoais. Mais tarde, quando o estudo rouba mais tempo ao convívio, é preciso apertar a malha, e ficar com os “verdadeiros amigos”.
Após vários anos trabalhando com jovens, pude observar que eles definem a amizade como um sentimento que engloba a capacidade de escuta, o companheirismo, a interajuda, o bem-estar e a aprendizagem. Neste período os desafios são complexos e revelam-se, por exemplo, quando um dos elementos do grupo arranja um namorado(a) e os outros se sentem preteridos; ou no caso de dois amigos(as) se apaixonarem pela mesma pessoa, em virtude de gostos e preferências semelhantes; aí a amizade fica abalada e pode até acabar.
Os rapazes partilham atividades que envolvem perícia ou energia física, elas preferem tornar-se amigas de colegas com as mesmas dificuldades, gostos e hábitos de vida mas acredito que o mito da amizade genuína entre sexos não ser viável está ultrapassado.
Se a infância é o ponto de partida para descobrir outros mundos, além do seio familiar, a adolescência é uma fase crucial na formação de vínculos entre pares. No meio escolar e nos tempos livres, o grupo de amigos forma-se com base nos objetivos pessoais. Mais tarde, quando o estudo rouba mais tempo ao convívio, é preciso apertar a malha, e ficar com os “verdadeiros amigos”.
Após vários anos trabalhando com jovens, pude observar que eles definem a amizade como um sentimento que engloba a capacidade de escuta, o companheirismo, a interajuda, o bem-estar e a aprendizagem. Neste período os desafios são complexos e revelam-se, por exemplo, quando um dos elementos do grupo arranja um namorado(a) e os outros se sentem preteridos; ou no caso de dois amigos(as) se apaixonarem pela mesma pessoa, em virtude de gostos e preferências semelhantes; aí a amizade fica abalada e pode até acabar.
Os rapazes partilham atividades que envolvem perícia ou energia física, elas preferem tornar-se amigas de colegas com as mesmas dificuldades, gostos e hábitos de vida mas acredito que o mito da amizade genuína entre sexos não ser viável está ultrapassado.
Da psicologia positiva às ciências sociais, as últimas décadas de pesquisas confirmaram o óbvio: ter uma boa rede de amigos faz bem à saúde, física e mental: facilita processos de convalescença, dá sentido à existência e serve de amortecedor em fases emocionalmente exigentes (luto, divórcio, desemprego, mudança de residência ou país).
A Internet tem contribuído muito para a aproximação e manutenção de amizades importantes. As comunidades sociais online possibilitam reencontrar antigos colegas e reabilitar amizades que outrora tinham um valor expressivo e também podem reduzir a solidão social, mas intensificam a emocional. A investigação neste campo explica: os laços criados assentam sobretudo em aspectos práticos ou estratégicos sendo mais frágeis na parte afetiva.
Em qualquer idade, a premissa de Saint Exupéry, na obra O pequeno Príncipe, mantém-se atual no século XXI: A amizade não se compra nem se vende, conquista-se com a sabedoria do coração.
QUEM CONTA MAIS?
Uma sondagem online promovida pelo investigador inglês Ray Pahl, da Universidade de Kent, co-autor do livro Rethinking Friendship: Hidden Solidarities Today (2006), lança pistas sobre como entendemos hoje a amizade.
Como descreve a sua relação com a família e os amigos?
* Uma comunidade de gente baseada mais nos amigos que na família: 41%
* Uma rede de amigos com familiares no centro e amigos destes: 36%
* Maior importância do cônjuge, com amigos e familiares afastados: 10%
* Uma comunidade alargada, com amigos em menor número que os familiares: 6%
* Núcleo familiar predominante, com escasso peso das amizades: 4%
* Foco na rede profissional, composta por amigos e colegas de trabalho: 2%
* Proximidade geográfica, com destaque para amigos e vizinhos: 1%
Uma sondagem online promovida pelo investigador inglês Ray Pahl, da Universidade de Kent, co-autor do livro Rethinking Friendship: Hidden Solidarities Today (2006), lança pistas sobre como entendemos hoje a amizade.
Como descreve a sua relação com a família e os amigos?
* Uma comunidade de gente baseada mais nos amigos que na família: 41%
* Uma rede de amigos com familiares no centro e amigos destes: 36%
* Maior importância do cônjuge, com amigos e familiares afastados: 10%
* Uma comunidade alargada, com amigos em menor número que os familiares: 6%
* Núcleo familiar predominante, com escasso peso das amizades: 4%
* Foco na rede profissional, composta por amigos e colegas de trabalho: 2%
* Proximidade geográfica, com destaque para amigos e vizinhos: 1%
Viram? Também fiquei surpresa com a pesquisa. É assim que estamos entendendo amizade hoje segundo esta sondagem.
O importante mesmo é pensar como Cecília Precioso:
A amizade é um abraço de perdão,
Um aplauso que estimula,
Um encontro que regozija,
Uma entrega sem calcular e um esperar... sem cansaço.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMami Você é minha amiga sempre!!!!!
ResponderExcluirSerei sempre. Te amo. Mami
ResponderExcluirAmei!
ResponderExcluirClaudia