Queridos amigos.

Olá sejam bem vindos. Pretendo passar a vocês minhas matérias que escrevo para o Jornal Imagem- Nova Andradina e trocar idéias com meus leitores. São matérias de moda, saúde, comportamento, etiqueta e muitos outros temas variados. Espero que gostem e comentem. Fiquem atentos pois as matérias recentes estão no jornal. Somente depois de algumas semanas serão publicadas aqui.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Curiosidades

Leitura usada como terapia: A leitura pode ser usada como terapia. São inúmeras as suas utilizações e benefícios.
Para as crianças a leitura contribui para o melhor entendimento e decodificação das palavras bem como ajudar na assimilação das figuras de linguagem.
Muitos fonoaudiólogos defendem a teoria de que ela deve ser aplicada na terapia de pessoas que sofreram AVC, pois a fala é uma das sequelas mais comuns nesse tipo de episódio. A leitura neste caso é mais um método de recuperação.
Outros grandes beneficiados são os idosos. Além de um momento de distração a leitura proporciona uma atividade que colabora para a manutenção da memória.
Vamos praticá-la.  E cá para nós, ela é uma enorme fonte de cultura não acham?

Vinhos e chocolates são poderosos anticancerígenos: Pois é. Realmente uma boa notícia. Trata-se de uma pesquisa americana que coloca estes dois produtos na lista dos alimentos anticancerígenos. Os alimentos são comparados com remédios usados em tratamentos contra o câncer. Este pesquisador chamado Willian Li de Massachussets EUA diz que também a salsa, a framboesa, as uvas escuras e o morango são tão ou mais competentes para combater um tumor do que muitos remédios, e que se consumidos juntos eles potencializam seus efeitos no combate às células cancerosas. Que ele esteja certo!!!

Pessoas com ambidestria( usam as duas mãos) podem ter problemas no aprendizado: Uma pesquisa com oito mil crianças mostrou que jovens ambidestros parciais apresentam duas vezes mais dificuldades cognitivas se comparados a canhotos ou destros. O ambidestro parcial escolhe que tipo de atividade vai realizar com uma mão e com a outra. Questionários envolvendo pais e professores relatam que estas crianças têm dificuldades na leitura, na escrita e nas operações matemáticas. Na pesquisa adolescentes mostraram sofrer mais com déficit de atenção (DDA).
Vamos prestar atenção!

Muito tempo sentado pode ser prejudicial à saúde: Se você nunca contou quantas horas passa sentado por dia, faça este teste. Marque tudo. Você vai ficar surpreso (a). Uma matéria publicada no British Journal of sports Medicine, alerta para o perigo de ficarmos muito nesta posição. A pesquisa revela que após 4 horas consecutivas sentado, o corpo começa a emitir sinas de perigo, pois os genes se regulam e a glicose e a gordura no organismo simplesmente se desliga. Ou seja, as chances de doenças cardíacas, de ganhar peso e até mesmo de morrer aumentam muito. Não se desespere. É preciso quebrar este ciclo. A cada hora levante-se, de uma caminhada, espreguice, ou simplesmente levante-se para dar um recado ao invés de usar o interfone para uma pessoa que está trabalhando perto de você.
Pensem sobre isso.
Até a próxima...

domingo, 15 de maio de 2011

A amizade e sua força

Reza um provérbio latino que os amigos são como os livros: poucos, mas bons. A princípio querem-se muitos. Quanto mais, melhor. A seleção natural a que são sujeitos é fruto das escolhas e circunstâncias que moldam as trajetórias pessoais. Os amigos são a família que nós escolhemos.
Devo dizer que a abertura a novas amizades é diferente da que tínhamos nos tempos de escola. Ficamos mais exigentes, Sempre passamos por algumas desilusões e quando conhecemos alguém,  já não confiamos com a mesma facilidade. Refiro-me à quebra de confiança e de expectativas, que põem fim a ligações de proximidade tomadas por garantidas.
Os momentos de fragilidade emocional e as mudanças de vida obrigam, quase sempre, a uma redefinição de valores pessoais, levando a que a rede de ligações íntimas se restrinja numa direção ou se expanda em outras.
Muitas vezes confunde-se simpatia com intimidade. Estar na companhia de um amigo(a), além de dar um imenso prazer,  é onde encontramos energia para lidar com as contrariedades do quotidiano.

Se a infância é o ponto de partida para descobrir outros mundos, além do seio familiar, a adolescência é uma fase crucial na formação de vínculos entre pares. No meio escolar e nos tempos livres, o grupo de amigos forma-se com base nos objetivos pessoais. Mais tarde, quando o estudo rouba mais tempo ao convívio, é preciso apertar a malha, e ficar com os “verdadeiros amigos”.

Após vários anos trabalhando com jovens, pude observar que eles definem a amizade como um sentimento que engloba a capacidade de escuta, o companheirismo, a interajuda, o bem-estar e a aprendizagem. Neste período os desafios são complexos e revelam-se, por exemplo, quando um dos elementos do grupo arranja um namorado(a) e os outros se sentem preteridos; ou no caso de dois amigos(as) se apaixonarem pela mesma pessoa, em virtude de gostos e preferências semelhantes; aí a amizade fica abalada e pode até acabar.

Os rapazes partilham atividades que envolvem perícia ou energia física, elas preferem tornar-se amigas de colegas com as mesmas dificuldades, gostos e hábitos de vida mas acredito que o mito da amizade genuína entre sexos não ser viável está ultrapassado.

Da psicologia positiva às ciências sociais, as últimas décadas de pesquisas confirmaram o óbvio: ter uma boa rede de amigos faz bem à saúde, física e mental: facilita processos de convalescença, dá sentido à existência e serve de amortecedor em fases emocionalmente exigentes (luto, divórcio, desemprego, mudança de residência ou país).


A Internet tem contribuído muito para a aproximação e manutenção de amizades importantes. As comunidades sociais online possibilitam reencontrar antigos colegas e reabilitar amizades que outrora tinham um valor expressivo e também podem reduzir a solidão social, mas intensificam a emocional. A investigação neste campo explica: os laços criados assentam sobretudo em aspectos práticos ou estratégicos sendo mais frágeis na parte afetiva.

Em qualquer idade, a premissa de Saint Exupéry, na obra O pequeno Príncipe, mantém-se atual no século XXI: A amizade não se compra nem se vende, conquista-se com a sabedoria do coração.
QUEM CONTA MAIS?
Uma sondagem online promovida pelo investigador inglês Ray Pahl, da Universidade de Kent, co-autor do livro Rethinking Friendship: Hidden Solidarities Today (2006), lança pistas sobre como entendemos hoje a amizade.

Como descreve a sua relação com a família e os amigos?

* Uma comunidade de gente baseada mais nos amigos que na família: 41%
* Uma rede de amigos com familiares no centro e amigos destes: 36%
* Maior importância do cônjuge, com amigos e familiares afastados: 10%
* Uma comunidade alargada, com amigos em menor número que os familiares: 6%
* Núcleo familiar predominante, com escasso peso das amizades: 4%
* Foco na rede profissional, composta por amigos e colegas de trabalho: 2%
* Proximidade geográfica, com destaque para amigos e vizinhos: 1%

Viram? Também fiquei surpresa com a pesquisa. É assim que estamos entendendo amizade hoje segundo esta sondagem.

O importante mesmo é pensar como Cecília Precioso:
A amizade é um abraço de perdão,
Um aplauso que estimula,
Um encontro que regozija,
Uma entrega sem calcular e um esperar... sem cansaço.




sábado, 7 de maio de 2011

Reflexões sobre a felicidade humana

A única certeza que se tem a respeito da felicidade humana, ou seja, aquela condição que os indivíduos sejam homens ou mulheres esperam, é a de que todos eles a querem sempre e a todo o tempo. Seria isso possível? A resposta é também outra certeza que se tem, sobre a desejada felicidade humana. A resposta é não.
Onde ela se encontra? O que realmente é? Pra começar podemos apenas afirmar que nesta vida cheia de surpresas e contingências, haverá momentos felizes no meio de momentos infelizes. A relação entre esses dois momentos constitui também outra incerteza. Como ficamos então?
A desejada felicidade humana apronta uma série de falácias nos caminhos daqueles que a procuram. Uns afirmam que ela está na riqueza, outros, que o dinheiro não trás felicidade. Acreditam alguns que ela estaria na grande posse de bens materiais, mas, há pobres que também são felizes e nada possuem. Ter saúde, afirmam outros é o mais importante para ter-se a felicidade humana, porém conhecemos doentes que tem vida feliz, apesar de parecer um paradoxo. Essa série de afirmações contraditórias nos deixa perplexos e confusos. Então como refletir sobre esse tema? Seria possível determinar onde se encontra a felicidade humana?  “Epicuro afirmava primeiro que “A felicidade pode ser concebida: quer negativa ou estaticamente, como repouso ausência de dor, de preocupações e ainda quer positiva ou dinamicamente, como o desenvolvimento do conjunto das virtualidades do ser”. Por outro lado Bersot afirma” O homem é um ser vivente: sua felicidade é, pois, viver, e a vida é, portanto movimento , portanto esforço, pesar esperança e temor” Arre! que dificuldade para entender esses sábios. Será que não existe uma forma menos complicada de entender este assunto? Achamos que tem.
Pode-se afirmar com certa dose de confiança e certeza, que a felicidade em termos naturais se encontra no exercício das virtudes humanas, independentemente dos resultados que sua prática pode trazer. E quais são essas virtudes? Pode-se começar com as chamadas virtudes cardeais[1] que são as virtudes da prudência, justiça, fortaleza e temperança e todas que delas derivam, como por exemplo a virtude da humildade, da docilidade, da generosidade, da esperança, da paciência da castidade entre outras. Há um conceito fundamental que deve ser compreendido quando se fala de virtudes, e é o de que quando não se vive uma delas, por serem vinculadas, não se vive nenhuma outra. Mas também vivê-las todas com perfeição parece ser, mesmo que desejado, um propósito impossível. De fato é. Mas então como conseguir momentos felizes com essa impossibilidade? A resposta é: Lutando cotidianamente para exercê-las. Para se ter uma idéia mais clara dessa luta é preciso que se tenha um sólido conhecimento da diferença entre temperamento e caráter. O primeiro é uma característica genética, isto é, depende de raça, genética materna, paterna , meio de vida e formação ancestral entre outros. Por outro lado caráter é formado de atos tomados conscientemente, para corrigir os defeitos do temperamento natural e exercitar com vigor as virtudes herdadas e contidas nele. Parece contraditório, mas tanto é falta de caráter não lutar para corrigir os defeitos, bem como é falta de caráter também, não exercer as virtudes já possuídas pelo temperamento natural. Os momentos felizes sempre resultam das pequenas vitórias diárias do caráter de cada um, modificando-se, lutando pela virtuosidade a cada momento de sua vida.
            Assim colocado, onde se podem encontrar as situações para desenvolver e melhorar o temperamento? Primeiro abandonando os hábitos que por não constituírem virtudes, são chamados de vícios, segundo exercendo de forma pura e sem ideologia, o que é conhecido como “Bem Comum”. A cada vício se contrapõe uma virtude. Assim ao vício da soberba se opõe a virtude da humildade, ao da avareza a generosidade, ao da ira a docilidade, ao da gula a temperança ao da inveja o desprendimento ao da luxúria a da castidade e assim por diante.
O principal objeto da felicidade reside na superação das virtudes sobre os vícios, só assim desponta outra preciosa virtude que é a da serenidade. Só com sua presença se pode entender e viver momentos felizes.

Do exercício e luta para a melhoria do caráter, surgem na consciência elementos novos de exame, todos.. todos.. influindo na a felicidade. tais como, o domínio do ser, sobre o ter. Em outras palavras, contrariamente se o ter dominar o ser, vem a angústia o egoísmo as ansiedades o excesso de preocupações a avareza. O desejo de sempre ter mais, leva fatalmente à ruína das virtudes e ao incremento dos vícios. Vícios não trazem felicidade.


[1] Cardiais vem do Latim (cardo, inis) que significa gonzo, vínculo, o antecessor do que hoje conhecemos como dobradiça.