Queridos amigos.

Olá sejam bem vindos. Pretendo passar a vocês minhas matérias que escrevo para o Jornal Imagem- Nova Andradina e trocar idéias com meus leitores. São matérias de moda, saúde, comportamento, etiqueta e muitos outros temas variados. Espero que gostem e comentem. Fiquem atentos pois as matérias recentes estão no jornal. Somente depois de algumas semanas serão publicadas aqui.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A perda auditiva nos jovens.

Pesquisadores temem a crescente popularidade dos tocadores de música portáteis (lpod, MP3, etc) e telefones celulares com essa mesma função, pois a exposição frequente a altos níveis de intensidade pode contribuir para a perda auditiva. Os estudiosos ressaltam que não é possível afirmar que o uso de tocadores de música portáteis causa perda auditiva, e sim que pode contribuir para isto. Veja a seguir os resultados de pesquisas recentes sobre a exposição a ruído nos jovens.

Estudos relatam que quase 50% dos jovens que escutam música por pelo menos três horas consecutivas em um nível aproximado de 100dB apresentam uma perda auditiva temporária que pode desaparecer em até 24 horas. Mas existe o risco desta perda auditiva tornar-se irreversível caso essa mudança de limiar nos limiares auditivos ocorra frequentemente. E, normalmente, as frequências mais atingidas por este tipo de perda de audição são as responsáveis pela inteligibilidade de importantes sons da nossa língua.
Escutar música em lugares ruidosos, como na rua, por exemplo, onde o ruído costuma estar entre os 80 ou 90 dB, faz com que seja necessário aumentar consideravelmente o volume e consequentemente, aumenta o risco de perda de audição. Felizmente, hoje dispomos de fones de ouvido que oferecem isolamento do ruído externo, fazendo com que o incremento do volume não precise ser tão grande.
Nos casos em que ocorre uma perda auditiva temporária, a mesma pode ser sanada por meio de repouso acústico. Já nos casos em que a perda se instalou de forma permanente, por lesão das células ciliadas que se localizam na cóclea (parte da orelha interna), a única forma de tratamento é o uso do aparelho auditivo.
Precaução:
O que ocasiona a perda auditiva por ruído é a relação tempo/ intensidade. Recomenda-se que não haja exposição superior a 85 dB por mais de oito horas consecutivas. Ao se expor a muito barulho, como nas proximidades de um show ou festa, o ideal é se afastar a cada duas horas para locais mais silenciosos e lá permanecer por, pelo menos, 20 minutos.
O uso de protetores auriculares é uma ótima forma de proteger- se do barulho. Esses dispositivos reduzem o volume excessivo, mas quem usa não deixa de ouvir o som ambiente. São indicados principalmente para músicos, DJs, motociclistas e até dentistas.
Porém, se engana quem pensa que somente quem frequenta festas e bares noturnos têm contato direto com a música alta. Muitas vezes nas academias, por exemplo, as pessoas não percebem que o volume do som chega a atingir 100dB, ultrapassando bastante o limite recomendado para a saúde auditiva.
Existem diversas escalas que estabelecem valores de ruídos em decibéis acima do limiar absoluto da audição, segundo diferentes autores. Abaixo, relaciono a intensidade aproximada em decibéis de vários ruídos cotidianos comuns:
Foguete 180 db
Avião 130 db
Motocicleta 120 db
Metrô 100 a 110 db
Murmúrio 20 a 30 db
Trânsito intenso 80 a 90 db
Serra circular 100 a 110 db
Rebitamento130 db
Carro de corrida 80 a 100db
Conversação 50 a 60 db

Portanto estejamos atentos a isto. Vamos prevenir antes que seja tarde de mais.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Injustiça: um mal que nos aflige

Sinto muito ter que abordar esse tipo de tema com os meus leitores, mas a cada dia que passa me sinto mais triste com as injustiças que ocorrem neste mundo.
Há tantas pessoas que merecem ser punidas por atos impensados ou realmente tramados e que saem ilesas por diversas razões, e tantas outras que são julgadas sem merecimento e que muitas vezes recebem uma condenação indevida.
Estou falando bobagem? Hora essa!!! Vimos todos os dias na imprensa escrita e falada histórias como essas.  
O que mais me chama a atenção é que este tipo de injustiça ocorre cada vez mais dentro de nossos lares, dos lares de nossos parentes, visinhos e pessoas próximas. Mas afinal do que estou falando? De todo tipo de injustiça. Fico horrorizada porque as pessoas têm uma mania de julgar às outras sem conhecê-las, sem avaliá-las e, sobretudo sem saber sobre sua verdadeira idoneidade.
Se uma pessoa comete um delito ou se comete um erro, devem ser avaliadas as circunstâncias para que se possa corrigir ou punir a mesma devidamente, dependendo da causa. O que não pode ocorrer é julgar e condenar uma pessoa que não teve intensão de cometer um erro ou simplesmente não cometeu e por força das circunstâncias acaba levando a culpa.
Para isso é que nestes casos existe a Justiça. Ela deve avaliar criteriosamente a situação. Procurar saber bem o que ocorreu, estudar, levar em consideração todas as provas, pesar bem todas as circunstâncias e principalmente estar certo de que está fazendo a coisa certa, ou seja, está sendo justa na sua avaliação. A consciência de uma pessoa é o seu maior bem na hora de julgar. Na dúvida não condene. Estude mais o caso, avalie mais, procure provas se for preciso antes de dar o seu parecer final.
É por isso que a pessoa que se prepara para trabalhar com a justiça tem que estudar muito e precisa passar em várias provas e avaliações difíceis antes de assumir o cargo. É preciso estar muito preparado, o que nem sempre acontece. Ela, acima de tudo deve ter consciência de que um erro pode destruir ou prejudicar alguém que não merecia. Mas quando as provas são evidentes na hora de condenar ela precisa estar tranquila sabendo que está fazendo justiça.
Estamos diante de vários casos assim. Basta você prestar atenção no seu dia a dia. Não estou me referindo somente aos casos de crimes e problemas de Justiça dos tribunais, mas daquela justiça que acontece no dia a dia de nossas vidas. Até as novelas estão abordando este tipo de problema, além de filmes e etc. Mas não estou me referindo à ficção e sim à dura realidade das nossas vidas. É injustiça no trabalho, de pais para filhos, de filhos para pais, de marido para mulher e vice-versa, de nação para nação. 
Até quando seremos assim? 
Além de muitas pessoas cometerem injustiças, mais indignada fico, notando que muitas delas não se preocupam se estão cometendo um mal ou não. Nem peso de consciência elas têm quando erram.
Por favor, vamos colocar a mão em nossas cabeças e pensar nisso. Tem muita gente má, que precisava estar pagando pelos atos impensados e que não está e em compensação tem muita gente inocente e boa, pagando pelos outros.
Se você acha que cometeu uma injustiça com alguém, retrate-se. Sempre há tempo de consertar um erro. Sejamos mais como as Deusas Gregas da Justiça Têmis e Diké onde a justiça é definida, no sentido moral, como o sentimento da verdade da equidade e da humanidade, colocado acima das paixões humanas.

Até a próxima...

sábado, 20 de agosto de 2011

O eterno desafio dos pais

A infância e a adolescência constituem um enorme desafio aos pais, que devem manter-se especialmente atentos às necessidades dos filhos ao longo deste tempo.

É tão importante cuidar para que não lhes falte o sustento como estar atento às angústias que se surgem à medida que crescem e se desenvolvem, sabendo contê-las com inteligência e sentido de oportunidade. Orientá-los nas diferentes áreas da vida, passar a eles os valores de família e de cidadania é uma tarefa contínua que deve ser ajustada a cada momento e isso requer tempo.  Vejam algumas sugestões que acredito serem importantes.

1. Rotina com regras, horários a cumprir
Depois da descontração das férias vêm os compromissos, os horários a cumprir, as rotinas onde as regras se impõem. A princípio é possível que o seu filho tenha dificuldade em se adaptar. Nos mais novos o problema começa com o sono, pois sabe-se que precisam  dormir no mínimo 10 horas diárias. Para ajudá-lo, certifique-se que não tem atividades excitantes ao final da tarde e deve ir para a cama mais cedo.

Descansar as horas indicadas é fundamental para evitar o cansaço e manter a concentração nas aulas no dia seguinte, o que é válido para mais novos e mais velhos. A segunda dificuldade é mesmo terem de cumprir um horário. É preciso um tempo para que se adaptem. Criar estratégias que os ajudem é essencial, procurem  elaborar um horário.

2. Ter tempo para tudo
É preciso ter tempo para tudo, estudar e brincar. Eduque o seu filho nesse sentido e ajude-o a colocar esta fórmula em prática. Criar o hábito de regressar das aulas e, depois de comer e descansar um pouco, fazer os trabalhos de casa é uma excelente estratégia. Com este método, a criança (e o jovem, embora com estes a tarefa de disciplinar seja geralmente mais árdua) ficará com tempo livre: poderá fazer um ou outro programa semanal com um amigo; terá tempo para jogar ou brincar, em casa ou na rua, ler um livro e assistir a um programa de televisão.

3. Não abuse das atividades extracurriculares
Inscrever os filhos em várias atividades extracurriculares foi uma prática comum entre as famílias, nos últimos anos. Havia a ideia de que era importante ocupar as crianças e os jovens e, deste modo, prepará-los melhor para o futuro. Especialistas em matéria de comportamento vêm agora contestar tais atividades, e afirmam que a fórmula pode ser contraproducente.
4. Alimentação e hábitos de vida saudáveis
Quanto mais precocemente estimularmos nas crianças o gosto pelos alimentos saudáveis, melhor. Refeições e lanches saudáveis com direito a uma guloseima semanal (mas apenas se ele pedir) é fundamental.
Paralelamente, leve-o a passear, a correr, a andar de bicicleta e a nadar. Desenvolver neles o gosto pela prática do esporte é o ideal. Com uma infância e uma adolescência assim é mais fácil enfrentar o pecado da gula, que muitas vezes surge mais tarde, já na idade adulta.

5. Rituais de higiene
Lavar as mãos antes e depois das refeições, escovar  os dentes após as refeições  e cortar as unhas pelo menos uma vez por semana. Os rituais de higiene podem acompanhar outros de beleza e cuidados com a pele. Ensine o seu filho a enxugar bem o corpo depois do banho, com uma toalha macia, e seguidamente a hidratar a pele, sobretudo se esta for seca, com um creme suave.
6. Televisão com critério
Eles adoram sentar-se à frente da TV, horas a fio. A televisão informa e é lúdica, mas também emite muitos programas dispensáveis, sobretudo para os mais jovens. Por isso, coloque algumas regras relativamente no tempo da TV.
7. Internet segura
Sendo uma ótima ferramenta de informação e de comunicação, a Internet tem os seus riscos. O acesso das crianças a sites pornográficos e a outros que fomentam a violência são alguns, assim como a participação em fóruns e chats. Assim sendo, não é só o tempo que eles passam no computador mas como eles passam esse tempo que convém controlar, podendo vir a bloquear o acesso a alguns sites. O mais importante, é educar com  bom senso.

8. Estimule a leitura e o gosto pelas artes
Despertar neles o gosto e o interesse pela leitura é essencial. Ler um livro é um desafio à aprendizagem e à capacidade de analisar – desperta o impulso criativo.
Da mesma forma, é essencial despertá-los para as artes, com visitas a exposições, museus, teatros e viajar com eles para outras localidades, que lhes permita o contato com um ambiente diferente daquele onde vivem.

9. Gerir a mesada
Segundo alguns especialistas, não existe uma idade ideal para começar a dar a mesada. O que importa é que ela demonstre alguma maturidade, isto é, tenha alguma noção do dinheiro. A ideia é que o seu filho aprenda a guardar e a gerir o dinheiro e a saber planejar a longo prazo, preparando-se assim para o futuro.

10. Ter dias diferentes
Pode ser um jogo, uma brincadeira para fazer principa;mente com os mais novos. Marque na sua agenda um fim-de-semana por mês para viver sem tecnologias: a família terá de manter-se longe da televisão e do computador, pais e filhos vão dispensar os celulares, os MP3 e os iPod , e aproveitar ao máximo essas horas para falar, conhecer-se e transmitir valores de uma forma descontraída e viva. É perfeito para contar as histórias de família, expressar emoções, cultivar o diálogo. É uma experiência verdadeiramente enriquecedora.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

TER FILHOS, E SER PAI

Você tem filhos?

Se a resposta for positiva, então responda: Você é pai?

Ora, alguns pensarão que ter filhos e ser pai é a mesma coisa, mas uma reflexão mais detida nos mostrará a diferença.

Para ter filhos basta estar apto à reprodução e entregar-se à conjunção carnal para procriar.

Para ser pai é preciso alguns cuidados a mais.

Há pouco tempo, uma revista tratou do assunto retratando algumas dificuldades, principalmente com relação a empresários e executivos que têm filhos e que não são pais.

Geralmente chegam em casa e não se dão conta de que já saíram dos seus escritórios.

Esquecem-se de sintonizar os sentimentos afetivos e continuam dando ordens, como se a esposa fosse a secretária e os filhos seus subalternos. Não mudam nem o tom de voz.

Uma estatística da revista Fortune atesta a dramática dimensão desse problema.

Revela que filhos de empresários e executivos de alto nível apresentam graus de desajustes bem maiores que os dos outros pais, inclusive os de famílias financeiramente menos abastadas.

No livro The parent’s handbook, ou Manual dos pais, em português, um dos livros mais vendidos nos Estados Unidos, dois especialistas tratam do tema com grande competência.

Estabelecem, entre outras coisas, sete regras básicas para ser um bom pai:

1ª - Comporte-se naturalmente. Dê atenção na medida certa. Se você exagerar com freqüência, quando por qualquer motivo reduzir sua atenção, seu filho se sentirá desprezado.

2ª - Diga sempre ao seu filho que você o ama. Principalmente quando ele não espera esse tipo de declaração. Não economize nos gestos. Beijos, carinhos, abraços, emoção, muitas vezes valem mais que uma dezena de atitudes.

3ª - Vale mais encorajar do que repreender; incentivar do que premiar. Dizer com sinceridade: Eu confio na sua capacidade de decisão, eu aposto no seu discernimento.

4ª - Ouça seu filho! (talvez a mais importante das recomendações). Aprenda a ouvir o que ele tem a dizer. Ouça tudo e até o fim.

Não interrompa, não conclua nem o obrigue a concluir no meio do relato. Mais do que a sua opinião, ele quer contar para você...

5ª - Mesmo diante de uma aparente falta grave, procure não criticá-lo duramente. Deixe que ele lhe dê as próprias razões.

Se você não se convencer, tente refletir em conjunto, ajudando-o a perceber o que o levou a errar, tornando-o capaz de identificar o erro.

6ª - Por mais certeza que você tenha do que vai acontecer, nos casos que não haja risco à integridade de seu filho, permita que ele experimente e conclua por si mesmo. O melhor aprendizado ainda é o da própria experiência.

7ª - Trate seu filho com a mesma educação e cordialidade que você reserva para seus amigos. Agindo assim, por certo ele acabará se tornando o melhor de todos os seus amigos.

Não se resumem aqui todas as regras para se ser um bom pai, mas aqueles que as observarem já terão dado passos largos no caminho que a todas as outras conduz.

Todo filho é empréstimo sagrado que deve ser valorizado e melhorado pelo cinzel do amor dos pais.

Parabéns Pai pelo seu mês. Que você possa ser se já não é um verdadeiro PAI.

domingo, 31 de julho de 2011

Arrogância pode ser um vírus perigoso

Por que marcas fortes, empresas dominantes, que ficaram anos no topo de suas categorias, perdem essa gloriosa posição de forma tão surpreendente? Por que pessoas famosas, envoltas em glória e fama, perdem a invejada posição? É claro que há muitas explicações. Mas, sem dúvida, uma delas é a arrogância.
Empresas líderes tornam-se arrogantes com muita facilidade. Pessoas, também. O sucesso lhes sobe à cabeça. Não dão mais a devida atenção ao atendimento simpático e cortês, à assistência técnica rápida e eficaz, à visita constante aos clientes principais... Começam a acreditar que o cliente e o mercado precisam mais dela do que ela do cliente e do mercado. Tornam-se soberbas e arrogantes.
As pessoas que se deixaram inocular pelo vírus da arrogância não suportam mais suas velhas amizades, suas companheiras dos primeiros anos, os lugares simples que freqüentavam.. Tudo deve mudar —roupas novas, carros novos, mulheres novas, amigos novos, hábitos novos. E um dos maiores sintomas da arrogância é a cegueira mental, que faz com que essas pessoas não se dêem conta de que os novos amigos são falsos amigos e as novas mulheres só vão estar ali enquanto a fama ou a riqueza durar.
As empresas que se deixaram contaminar pelo vírus da arrogância sofrem de perda total de memória. Não se lembram de quem as ajudou a crescer. Esquecem-se dos primeiros clientes, dos velhos fornecedores, dos funcionários que sem perspectiva alguma, acreditaram em seu futuro. Elas se esquecem do passado. É o começo do fim. E a empresa contaminada, em vez de perceber sua doença e buscar a cura, fica ainda mais arrogante. O virus da arrogância, uma vez inoculado, não deixa mais aquela vítima.
E, para não se deixar contaminar, só há uma vacina: a humildade. E a humildade, por sua vez, só pode ser conseguida com muito esforço, muita espiritualidade, muita consciência da transitoriedade da fama e dos bens materiais e da sabedoria, que nos avisa a todo instante que é mais fácil chegar ao topo do que manter-se nele.
Pense nisso. Sucesso!!!    


                                                  Luís Marins

domingo, 17 de julho de 2011

Que decepção!!!!

Decepção significa "entrar na realidade", "sair da ilusão".
A realidade é boa, a ilusão é que é ruim.
Toda ilusão causa uma decepção. Nos mostramos vítimas, mas na verdade somos os grandes culpados. Quem não se ilude não se desilude.

Lendo um artigo do Dr. Mário Sabha Jr sobre decepções, resolvi passar a vocês uma idéia sobre este assunto que tanto nos aflige. Agora mesmo os cidadãos brasileiros acabam de sofrer uma decepção com a seleção Brasileira de futebol. Nada mais útil neste momento.

Quem de nós já não sofreu aquilo que chamamos de decepção ou frustração, não é? Apesar de termos passado por algumas delas, será que realmente as encaramos de modo a superá-las, ou ainda carregamos as lembranças negativas do desapontamento e do peso por elas deixado? Mesmo depois de muito tempo, podemos ainda estar sofrendo consequências de fatos passados sem sabermos disso conscientemente. Embora isso aconteça, nosso corpo registra esses efeitos através de sintomas, sejam eles em forma de tensões, dores e rigidez pelo corpo, seja em forma de mal-estar ao falarmos sobre um determinado assunto, ou ainda em estágios mais graves, através da manifestação de sérias doenças e complicações que se instalam no corpo do indivíduo.
É sempre bom olharmos de um outro prisma para aquilo que queremos resolver, pois geralmente dizemos que os outros nos desapontaram e que somos vítimas de uma dada situação. Na verdade, existe uma tendência muito forte de nos fazermos de vítima das circunstâncias da vida, seja no trabalho, na política, com os amigos, na vida amorosa, pois queremos sempre colocar a culpa das nossas decepções nas pessoas, que deveriam nos entender e não o fizeram, ou que deveriam ser mais educadas e não foram, que deveriam ser mais sensatas, mais alegres, mais comunicativas, menos encrenqueiras, entre outras coisas. Enfim, como seria mais fácil se todos nos compreendessem melhor e nos aceitassem, não é mesmo? Como se nós também aceitássemos todas as pessoas como elas são…
Parece que quanto mais nos fazemos de vítima, menos temos poder para entender o que acontece em nossas vidas, pois de fato, somos mais ativos do que conseguimos enxergar. Pense bem, sempre que adotamos a postura de vítima, dizendo que as pessoas nos prejudicaram, ou que “o mundo é ruim e cruel”, não teremos como mudar a situação e precisaremos “engolir”, aceitar passivamente o sofrimento, sem nada podermos fazer, uma vez que a posição “vitimista” é sempre passiva e não confere poder de decisão, apenas de reclamação. A vítima nunca consegue encontrar uma solução, porque sempre acha que “não existe saída”, que “a vida é assim mesmo”, “é normal sofrer”. Alguma semelhança com sua maneira de pensar? Tomara que não…
Tenho observado muitos resultados positivos quando as pessoas se responsabilizam pelos seus atos, pelas suas atitudes e pela posição na qual se encontram, mesmo que desconfortáveis, pois só quando somos responsáveis por nós, e até pelos nossos desencontros na vida, é que podemos fazer algo a respeito para mudar. Aí sim, temos o poder de mudança, de decisão na vida. Não podemos confundir também responsabilidade com culpa. Por exemplo, ao se responsabilizar por sua decepção, você pode reconhecer que esperou muito do outro, mais do que ele realmente podia oferecer, ou seja, confiou mais do que o outro merecia, assim você deu ao outro essa permissão, por esperar demais. Já a culpa é bem diferente, ela faz você se punir por algo que não está em suas mãos, não está em seu alcance, com ela as pessoas ficam revoltadas, impotentes e com raiva de si mesmas e não conseguem enxergar a sua responsabilidade numa dada situação.
Encarar de frente a sua decepção, significa responsabilizar-se por ela, reconhecendo que as pessoas podem apenas lhe decepcionar na medida que você permite. Agora, atenção: se você está na posição de vítima esta idéia parece absurda, não é? Como você pode ter relação com algo que lhe machucou, imagine! Como você pôde permitir? Na verdade toda decepção, desapontamento é proporcional às suas expectativas. Quanto mais espera do outro, mais se decepciona, pois espera que o outro faça conforme o que necessita, e o outro apenas pode dar o que ele tem, seja na educação, na confiança, no consentimento, na atenção, no sentimento, que são muito diferentes para cada um de nós. Por isso, todo tipo de dependência cega, neurótica causa decepção, frustração, mágoa, entre outras coisas.
Pense nisso, e até a próxima....

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Alimentos que são uma maravilha

Na hora de escolher e comprar o que comer, temos que pensar em inúmeros fatores. Normalmente, o preço e a facilidade de “trabalhar” um determinado produto são fundamentais. Mas existem alimentos cujas vantagens ultrapassam, em muito, qualquer desvantagem que possam ter em termos de preço e manuseio. Outros são mesmo, até, comuns. Tão normais que não lhes damos a importância que merecem.

Esta é uma lista, não exaustiva, do que não pode faltar na despensa lá de casa. São alimentos “muitos em um”, que dão cor, sabor e vida ao que comemos e ajudam a preservar o que temos de mais caro: a saúde.


AlhoUm dente por dia, de preferência cru, favorece a absorção das vitaminas do complexo B pelo organismo, além de que reduz a taxa de mau colesterol, ao mesmo tempo que estabiliza a tensão arterial.
Os especialistas reconhecem-lhe também propriedades depurativas, que ajudam na prevenção de tumores do cólon e do estômago.

Aveia
É um alimento riquíssimo em fibra, ingrediente indispensável ao bom funcionamento do intestino. Literalmente “varre” o mau colesterol das veias, o que diminui a incidência de problemas cardíacos.
Faz parte dos hidratos de carbono complexos que, por ser de absorção lenta, é o ideal para diabéticos, porque fornece glicose em pequenas quantidades e evita picos de açúcar.

BrócolisDe muito fácil digestão, o brócolis têm uma ação antiinflamatória e analgésica. Evita úlceras e gastrites e possuem ação anticancerígena.


CastanhasTêm um importante papel no equilíbrio da tireóide, mas são, fundamentalmente, ricas em ômega-6, que auxilia na prevenção de problemas cardíacos.
O consumo de castanhas melhora a concentração e a memória e ajuda no combate do envelhecimento precoce, doença de Alzheimer e outras doenças degenerativas.

CenouraFonte importante de betacaroteno, que pode ser, no organismo, convertido em vitamina A, C e ferro. Como tal, fortalece o sistema imunológico e atua na redução de doenças cardiovasculares e câncer.
Tem também uma importante ação antioxidante.

Frutas cítricas
Ricas em vitamina C, são antioxidantes por natureza. Têm também um efeito muito positivo na redução do stress e ajudam na absorção do ferro presente em alimentos de origem vegetal, prevenindo a anemia


Maçã
Apresenta propriedades antioxidantes e anticancerígenas. Está também provado que protege o coração, pois reduz as taxas de mau colesterol.

Peixes gordos
São a maior fonte natural de ácido gordo ômega-3, que aumenta o volume de colesterol bom e melhora a atuação da insulina no organismo.
São também excelentes fontes de ferro e cálcio. A sardinha é um ótimo exemplo.

Soja
Em substituição da proteína animal, reduz o colesterol total, o mau colesterol e os triglicerídeos.
A soja atenua também os sintomas de doenças cardiovasculares e colabora na redução do risco de câncer osteoporose. Como importante fonte de isoflavonóides, é usada em tratamentos de reposição hormonal.


TomateNaturalmente rico em licopeno, está provado que o tomate ajuda na prevenção de vários tipos de câncer, principalmente os tumores na próstata.
O seu consumo reduz a presença de radicais livres, o que protege as células da oxidação e envelhecimento. Combate as doenças cardiovasculares e reduz o risco de enfarte.

UvaPossui flavonóides com ação antioxidante e estimula o sistema imunológico, reduzindo a incidência de câncer no intestino.
Rica em fibra, cálcio e reveratrol tem características anticancerígenas e anticoagulantes, que protegem o corpo das doenças vasculares.

Vejam que muitos destes alimentos estão presentes no dia a dia de nossas casas. Nada como uma alimentação saudável para ganhar qualidade de vida. Pense nisto.

Até a próxima.... 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Grande Ego!

Os tempos confirmam a profecia de Andy Warhol: todos podem ter hoje direito ao seu quarto de hora de fama. Os blogues e os reality shows oferecem aos anônimos sedentos de reconhecimento uma glória tanto mais inebriante quanto fugaz. Aspirantes a artistas de nome próprio variável, confissões escandalosas que fazem subir em flecha as curvas de audiência… não há dúvida de que o ego faz sucesso. Mas não será perigoso encenar assim o ego e privilegiar a personagem em detrimento da pessoa?

Para o psicanalista Jean-Pierre Winter, o ego revelado é um falso ego, um ego fabricado dos pés à cabeça com o objetivo de se mostrar de certa maneira. “Trata-se de um narcisismo mortífero. Não esqueçamos que Narciso se afogou ao tentar agarrar a sua imagem refletida, e o que temos aqui é um narcisismo fundado na imagem. Quando o reconhecimento social efêmero desaparece, nada mais resta ao indivíduo, que se dá conta de que está socialmente morto. O que hoje nos é proposto é uma ideologia de domínio, como se bastasse querermos ser desta ou daquela maneira para consegui-lo. Esta situação gera pessoas adulteradas”, prossegue Winter. Mas a paixão pelo ego não conduz apenas ao desejo de celebridade ou de reconhecimento social: ela apoderou-se de todos nós.

Distinguir-se da multidão, afirmar-se, dar um sentido à vida, encontrar o sentido da vida, descobrir a sua “lenda pessoal”: esta é, atualmente, a demanda mais partilhada – uma demanda que renunciou ao contentamento com uma vida feita de altos e baixos para só querer altos. Be yourself, ordenava o célebre slogan de Calvin Klein, fazendo equivaler o “eu” a um tesouro cuja descoberta nos asseguraria a felicidade eterna.

“A liberdade do indivíduo não é absoluta”, afirma o sociólogo Jean- -Claude Kaufmann. Contrariamente ao que o discurso dominante procura fazer-nos crer, não podemos reinventar as nossas vidas de acordo com os nossos sonhos. Só podemos arbitrar entre diferentes possíveis, escolher uma opção ou outra. E é este poder de arbitragem que se torna decisivo.

Não só inventar totalmente a nossa vida é ilusório, como esta ilusão se pode revelar perigosa, segundo o sociólogo. “Uma das armadilhas mais frequentes da invenção do eu é o entusiasmo anárquico por projetos de vida que nunca se realizarão, o descontrole do nosso pequeno cinema interior. É preciso sonhar e deixarmo-nos conduzir pelo sonho, mas sem abandonar o contato com a vida real, com a felicidade do momento presente.” No livro Mulheres que Pensam Demais de Susan Nolen-Hoeksema, professora de Psicologia norte-americana, ela fala do novo mal que atinge as mulheres: o “pensamento excessivo” ou a “ruminação mental incessante”. “As mulheres passam horas sem fim a remoer ideias e pensamentos negativos.” Preocupadas em gerir com sucesso a vida familiar e a vida profissional, e mais sensíveis que os homens aos discursos “psi”, as mulheres são também mais predispostas a colocar-se individualmente em questão e a trabalhar os campos da culpabilidade.

Será a invasão das nossas vidas pela Psicologia a responsável pela hipertrofia dos nossos egos e pelo sofrimento que dela decorre?
Para o psicanalista, a paixão atual da nossa sociedade pelo ego e pela sua encenação não passa de uma negação, do desejo de ocultar aquilo que todos tememos: a morte. No fundo, somos instados a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para nos tornarmos livres, magros, jovens, felizes… e imortais, e tanto pior para aqueles que não superarem este desafio. Na nossa cultura de desempenho, os fracassos e o sofrimento tornam-se fonte de culpabilidade, como se tivéssemos feito algo para não os evitar. Não nos esqueçamos de que é também, e sobretudo, nos momentos difíceis da vida que o indivíduo, confrontado com os seus limites, é capaz de atos de verdadeira liberdade.

A nossa sociedade, que valoriza o individualismo, tem medo do sofrimento.O sofrimento é vergonhoso, não deve ser visto. Ora, todos nós sofremos perdas, todos nós temos altos e baixos. Bombardear as pessoas com conselhos para serem felizes torna mais pesado o fardo daqueles que passam por momentos difíceis, aumenta-lhes a dor e o sentimento de culpa por não corresponderem ao que se espera deles. Esconder o sofrimento, cultivar a felicidade como uma planta rara e preciosa: a obsessão do eu não será o caminho mais rápido para o egoísmo? “Sim”, responde o psicanalista Jacques Arènes, “se estivermos convencidos de que podemos construir-nos sozinhos, sem a ajuda de terceiros. Cada um deve encontrar o seu lugar, mas isso só se pode fazer considerando os outros. Hoje em dia, contudo, achamos que não recebemos nada dos outros, que nos construímos sozinhos, sem dever nada a ninguém. E quando nos referimos a eles, é para nos confortarmos na nossa posição de vítima: o meu casamento vai mal, a culpa é da minha mulher; o meu filho tem más notas, a culpa é do sistema de ensino. Na nossa cultura, o outro é o bode expiatório dos nossos problemas pessoais. Podemos pensar em nós sem precisar banir os outros. Basta integrá-los na nossa reflexão. Se várias pessoas que nos conhecem bem nos aconselham num determinado sentido, vale a pena ponderá-lo. Penso que é a capacidade de integrar o olhar do outro que nos impede de ser egoístas. Escutar-nos para melhor ouvir os outros, a sua diferença e a sua riqueza: esta é, sem dúvida, a forma mais sã de pensarmos em nós.
Até a próxima...

sábado, 4 de junho de 2011

Etiqueta profissional

O ambiente profissional tem um código de conduta próprio, ou seja, uma etiqueta própria. São várias regrinhas de educação que podem ser aplicadas a qualquer ambiente de trabalho e evitam muitos micos.
1. Como se vestir
Cada empresa tem seu código de vestuário. Em alguns lugares não dá nem para entrar no prédio de bermuda, então para começar descubra quais são as normas da empresa para não cometer nenhuma falta. Mesmo assim tem gente que faz feio na hora de se vestir para o trabalho.
Decotes, transparências, lingerie aparente e saias curtas não são para o clima profissional. É melhor chamar atenção e ser admirada pelo seu
trabalho e dedicação, não pelas suas curvas.
Os homens também não podem cair no desleixo. Mesmo que sua empresa permita uma roupa casual, dê preferência para calça comprida e cores menos escandalosas. Não precisa ser um entendido de moda, mas procure combinar as peças.
Roupas limpas e passadas, ok?
2. Como falar
Brincadeiras podem ser saudáveis, mas tudo tem hora. Não tire a concentração de um colega, por melhor que seja a piada. Mesmo que o clima seja de descontração, o ambiente profissional exige muita seriedade na maior parte do tempo.
Deixe os palavrões e gírias sempre de fora. Nenhuma intimidade ou amizade permitem um vocabulário desrespeitoso.
3. Horário
Seja pontual. Chegue e vá embora na hora certa.
Atrasos atrapalham a sua produção e provavelmente vão atrapalhar a empresa inteira.
Chegar cedo demais ou sair tarde demais também pode ser visto como hora extra não autorizada.
4. Higiene
Tanto a higiene pessoal quando a do local de trabalho são importantíssimas. Jogar lixo no lixo, não derrubar café na mesa (se derrubar, limpar na hora), não comer à mesa, manter o banheiro do jeito que você encontrou, são atitudes simples que mantém o ambiente limpo e mais harmonioso.
Banho tomado, desodorante, dentes escovados e roupas limpas também são fundamentais. Ninguém gosta de trabalhar ao lado de um fedido.
E se o seu emprego envolve atendimento a clientes é ainda mais importante: barba feita, cabelo penteado, maquiagem. Nós não podemos nos influenciar pela aparência de um cliente, mas o cliente certamente vai reparar na nossa.
5. Patrimônio
Tome o maior cuidado possível com o patrimônio da empresa. Além de ter que pagar pelos danos, você pode ficar com a fama de desastrado ou desleixado.
Cuidado para não esbarrar em plantas, móveis, máquinas. Um pequeno acidente pode causar um grande prejuízo.
Se não sabe como operar algum aparelho, pergunte. Perguntar e aprender não é nenhum pecado, e evita um desconforto maior.
6. Internet
Deixe para cuidar de sua vida pessoal em casa, ou em intervalos como o horário de almoço. Não deixe que assuntos particulares interfiram na produção do seu trabalho.
7. Telefone
Não interrompa um colega ao telefone. E caso você entre em uma sala e um colega estiver ao telefone, deixe-a sozinha e volte mais tarde. Ele pode precisar de concentração e privacidade.
8. Celular
Evite toques muito chamativos ou altos. Se puder deixar no silencioso, melhor ainda.
Durante reuniões, é melhor desligar o aparelho, a menos que você esteja esperando uma ligação realmente importante.
9. Paquera
Melhor deixar o romance para a balada, ou para o seu círculo de amigos. E caso o cupido acerte uma flechada certeira, deixe o amor na porta quando entrar e pegue de volta na saída.
10. Música
Se for permitido, ouça suas músicas preferidas no fone de ouvido. E mantenha o volume em uma altura que só você escute. Nem todo mundo tem o mesmo gosto musical e muita gente não gosta de nenhum estilo durante o expediente porque se desconcentram do trabalho.
*O bom senso vai dar o tom do comportamento em cada situação. Educação é sempre o melhor recurso para evitar situações desconfortáveis. Até um simples “Bom dia” ao chegar alivia a tensão sem tirar a seriedade.
Quando possível, almoce com seus colegas, ou encontre com eles fora do ambiente de trabalho. Isso vai facilitar e tranquilizar a comunicação posteriormente.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Curiosidades

Leitura usada como terapia: A leitura pode ser usada como terapia. São inúmeras as suas utilizações e benefícios.
Para as crianças a leitura contribui para o melhor entendimento e decodificação das palavras bem como ajudar na assimilação das figuras de linguagem.
Muitos fonoaudiólogos defendem a teoria de que ela deve ser aplicada na terapia de pessoas que sofreram AVC, pois a fala é uma das sequelas mais comuns nesse tipo de episódio. A leitura neste caso é mais um método de recuperação.
Outros grandes beneficiados são os idosos. Além de um momento de distração a leitura proporciona uma atividade que colabora para a manutenção da memória.
Vamos praticá-la.  E cá para nós, ela é uma enorme fonte de cultura não acham?

Vinhos e chocolates são poderosos anticancerígenos: Pois é. Realmente uma boa notícia. Trata-se de uma pesquisa americana que coloca estes dois produtos na lista dos alimentos anticancerígenos. Os alimentos são comparados com remédios usados em tratamentos contra o câncer. Este pesquisador chamado Willian Li de Massachussets EUA diz que também a salsa, a framboesa, as uvas escuras e o morango são tão ou mais competentes para combater um tumor do que muitos remédios, e que se consumidos juntos eles potencializam seus efeitos no combate às células cancerosas. Que ele esteja certo!!!

Pessoas com ambidestria( usam as duas mãos) podem ter problemas no aprendizado: Uma pesquisa com oito mil crianças mostrou que jovens ambidestros parciais apresentam duas vezes mais dificuldades cognitivas se comparados a canhotos ou destros. O ambidestro parcial escolhe que tipo de atividade vai realizar com uma mão e com a outra. Questionários envolvendo pais e professores relatam que estas crianças têm dificuldades na leitura, na escrita e nas operações matemáticas. Na pesquisa adolescentes mostraram sofrer mais com déficit de atenção (DDA).
Vamos prestar atenção!

Muito tempo sentado pode ser prejudicial à saúde: Se você nunca contou quantas horas passa sentado por dia, faça este teste. Marque tudo. Você vai ficar surpreso (a). Uma matéria publicada no British Journal of sports Medicine, alerta para o perigo de ficarmos muito nesta posição. A pesquisa revela que após 4 horas consecutivas sentado, o corpo começa a emitir sinas de perigo, pois os genes se regulam e a glicose e a gordura no organismo simplesmente se desliga. Ou seja, as chances de doenças cardíacas, de ganhar peso e até mesmo de morrer aumentam muito. Não se desespere. É preciso quebrar este ciclo. A cada hora levante-se, de uma caminhada, espreguice, ou simplesmente levante-se para dar um recado ao invés de usar o interfone para uma pessoa que está trabalhando perto de você.
Pensem sobre isso.
Até a próxima...

domingo, 15 de maio de 2011

A amizade e sua força

Reza um provérbio latino que os amigos são como os livros: poucos, mas bons. A princípio querem-se muitos. Quanto mais, melhor. A seleção natural a que são sujeitos é fruto das escolhas e circunstâncias que moldam as trajetórias pessoais. Os amigos são a família que nós escolhemos.
Devo dizer que a abertura a novas amizades é diferente da que tínhamos nos tempos de escola. Ficamos mais exigentes, Sempre passamos por algumas desilusões e quando conhecemos alguém,  já não confiamos com a mesma facilidade. Refiro-me à quebra de confiança e de expectativas, que põem fim a ligações de proximidade tomadas por garantidas.
Os momentos de fragilidade emocional e as mudanças de vida obrigam, quase sempre, a uma redefinição de valores pessoais, levando a que a rede de ligações íntimas se restrinja numa direção ou se expanda em outras.
Muitas vezes confunde-se simpatia com intimidade. Estar na companhia de um amigo(a), além de dar um imenso prazer,  é onde encontramos energia para lidar com as contrariedades do quotidiano.

Se a infância é o ponto de partida para descobrir outros mundos, além do seio familiar, a adolescência é uma fase crucial na formação de vínculos entre pares. No meio escolar e nos tempos livres, o grupo de amigos forma-se com base nos objetivos pessoais. Mais tarde, quando o estudo rouba mais tempo ao convívio, é preciso apertar a malha, e ficar com os “verdadeiros amigos”.

Após vários anos trabalhando com jovens, pude observar que eles definem a amizade como um sentimento que engloba a capacidade de escuta, o companheirismo, a interajuda, o bem-estar e a aprendizagem. Neste período os desafios são complexos e revelam-se, por exemplo, quando um dos elementos do grupo arranja um namorado(a) e os outros se sentem preteridos; ou no caso de dois amigos(as) se apaixonarem pela mesma pessoa, em virtude de gostos e preferências semelhantes; aí a amizade fica abalada e pode até acabar.

Os rapazes partilham atividades que envolvem perícia ou energia física, elas preferem tornar-se amigas de colegas com as mesmas dificuldades, gostos e hábitos de vida mas acredito que o mito da amizade genuína entre sexos não ser viável está ultrapassado.

Da psicologia positiva às ciências sociais, as últimas décadas de pesquisas confirmaram o óbvio: ter uma boa rede de amigos faz bem à saúde, física e mental: facilita processos de convalescença, dá sentido à existência e serve de amortecedor em fases emocionalmente exigentes (luto, divórcio, desemprego, mudança de residência ou país).


A Internet tem contribuído muito para a aproximação e manutenção de amizades importantes. As comunidades sociais online possibilitam reencontrar antigos colegas e reabilitar amizades que outrora tinham um valor expressivo e também podem reduzir a solidão social, mas intensificam a emocional. A investigação neste campo explica: os laços criados assentam sobretudo em aspectos práticos ou estratégicos sendo mais frágeis na parte afetiva.

Em qualquer idade, a premissa de Saint Exupéry, na obra O pequeno Príncipe, mantém-se atual no século XXI: A amizade não se compra nem se vende, conquista-se com a sabedoria do coração.
QUEM CONTA MAIS?
Uma sondagem online promovida pelo investigador inglês Ray Pahl, da Universidade de Kent, co-autor do livro Rethinking Friendship: Hidden Solidarities Today (2006), lança pistas sobre como entendemos hoje a amizade.

Como descreve a sua relação com a família e os amigos?

* Uma comunidade de gente baseada mais nos amigos que na família: 41%
* Uma rede de amigos com familiares no centro e amigos destes: 36%
* Maior importância do cônjuge, com amigos e familiares afastados: 10%
* Uma comunidade alargada, com amigos em menor número que os familiares: 6%
* Núcleo familiar predominante, com escasso peso das amizades: 4%
* Foco na rede profissional, composta por amigos e colegas de trabalho: 2%
* Proximidade geográfica, com destaque para amigos e vizinhos: 1%

Viram? Também fiquei surpresa com a pesquisa. É assim que estamos entendendo amizade hoje segundo esta sondagem.

O importante mesmo é pensar como Cecília Precioso:
A amizade é um abraço de perdão,
Um aplauso que estimula,
Um encontro que regozija,
Uma entrega sem calcular e um esperar... sem cansaço.




sábado, 7 de maio de 2011

Reflexões sobre a felicidade humana

A única certeza que se tem a respeito da felicidade humana, ou seja, aquela condição que os indivíduos sejam homens ou mulheres esperam, é a de que todos eles a querem sempre e a todo o tempo. Seria isso possível? A resposta é também outra certeza que se tem, sobre a desejada felicidade humana. A resposta é não.
Onde ela se encontra? O que realmente é? Pra começar podemos apenas afirmar que nesta vida cheia de surpresas e contingências, haverá momentos felizes no meio de momentos infelizes. A relação entre esses dois momentos constitui também outra incerteza. Como ficamos então?
A desejada felicidade humana apronta uma série de falácias nos caminhos daqueles que a procuram. Uns afirmam que ela está na riqueza, outros, que o dinheiro não trás felicidade. Acreditam alguns que ela estaria na grande posse de bens materiais, mas, há pobres que também são felizes e nada possuem. Ter saúde, afirmam outros é o mais importante para ter-se a felicidade humana, porém conhecemos doentes que tem vida feliz, apesar de parecer um paradoxo. Essa série de afirmações contraditórias nos deixa perplexos e confusos. Então como refletir sobre esse tema? Seria possível determinar onde se encontra a felicidade humana?  “Epicuro afirmava primeiro que “A felicidade pode ser concebida: quer negativa ou estaticamente, como repouso ausência de dor, de preocupações e ainda quer positiva ou dinamicamente, como o desenvolvimento do conjunto das virtualidades do ser”. Por outro lado Bersot afirma” O homem é um ser vivente: sua felicidade é, pois, viver, e a vida é, portanto movimento , portanto esforço, pesar esperança e temor” Arre! que dificuldade para entender esses sábios. Será que não existe uma forma menos complicada de entender este assunto? Achamos que tem.
Pode-se afirmar com certa dose de confiança e certeza, que a felicidade em termos naturais se encontra no exercício das virtudes humanas, independentemente dos resultados que sua prática pode trazer. E quais são essas virtudes? Pode-se começar com as chamadas virtudes cardeais[1] que são as virtudes da prudência, justiça, fortaleza e temperança e todas que delas derivam, como por exemplo a virtude da humildade, da docilidade, da generosidade, da esperança, da paciência da castidade entre outras. Há um conceito fundamental que deve ser compreendido quando se fala de virtudes, e é o de que quando não se vive uma delas, por serem vinculadas, não se vive nenhuma outra. Mas também vivê-las todas com perfeição parece ser, mesmo que desejado, um propósito impossível. De fato é. Mas então como conseguir momentos felizes com essa impossibilidade? A resposta é: Lutando cotidianamente para exercê-las. Para se ter uma idéia mais clara dessa luta é preciso que se tenha um sólido conhecimento da diferença entre temperamento e caráter. O primeiro é uma característica genética, isto é, depende de raça, genética materna, paterna , meio de vida e formação ancestral entre outros. Por outro lado caráter é formado de atos tomados conscientemente, para corrigir os defeitos do temperamento natural e exercitar com vigor as virtudes herdadas e contidas nele. Parece contraditório, mas tanto é falta de caráter não lutar para corrigir os defeitos, bem como é falta de caráter também, não exercer as virtudes já possuídas pelo temperamento natural. Os momentos felizes sempre resultam das pequenas vitórias diárias do caráter de cada um, modificando-se, lutando pela virtuosidade a cada momento de sua vida.
            Assim colocado, onde se podem encontrar as situações para desenvolver e melhorar o temperamento? Primeiro abandonando os hábitos que por não constituírem virtudes, são chamados de vícios, segundo exercendo de forma pura e sem ideologia, o que é conhecido como “Bem Comum”. A cada vício se contrapõe uma virtude. Assim ao vício da soberba se opõe a virtude da humildade, ao da avareza a generosidade, ao da ira a docilidade, ao da gula a temperança ao da inveja o desprendimento ao da luxúria a da castidade e assim por diante.
O principal objeto da felicidade reside na superação das virtudes sobre os vícios, só assim desponta outra preciosa virtude que é a da serenidade. Só com sua presença se pode entender e viver momentos felizes.

Do exercício e luta para a melhoria do caráter, surgem na consciência elementos novos de exame, todos.. todos.. influindo na a felicidade. tais como, o domínio do ser, sobre o ter. Em outras palavras, contrariamente se o ter dominar o ser, vem a angústia o egoísmo as ansiedades o excesso de preocupações a avareza. O desejo de sempre ter mais, leva fatalmente à ruína das virtudes e ao incremento dos vícios. Vícios não trazem felicidade.


[1] Cardiais vem do Latim (cardo, inis) que significa gonzo, vínculo, o antecessor do que hoje conhecemos como dobradiça.